sexta-feira, 17 de julho de 2015

encore, toujours...


eu quero amor feinho.
amor feinho não olha um pro outro.
uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
tudo que não fala, faz.
planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
amor feinho é bom porque não fica velho.
cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.

Adélia Prado

quarta-feira, 1 de abril de 2015

je ne sais quoi


Eu quase que nada não sei. 
Mas desconfio de muita coisa.

(Guimarães Rosa)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Odoyá!



Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d'água, Odoyá!


Eu vou pro mar
Levar botões de rosas
Pra Iemanjá
Eu vou à praia
Vou riscar ponto na areia
Vou pedir a Mãe Sereia
Todas as forças do mar
Que nos proteja
Com seu manto inteiro branco
E com todos os encantos
Que tem as ondas do mar




sábado, 6 de setembro de 2014

solitude (still) standing

 so hold on...


everybody hurts

 when your day is long and the night
the night is yours alone
if you're sure you've had enough of this life
well hang on
don't let yourself go, 'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes ...

sometimes everything is wrong,
now it's time to sing along
when your day is night alone (hold on, hold on)
if you feel like letting go (hold on)
when you think you've had too much of this life
well hang on

'cause everybody hurts
take comfort in your friends
everybody hurts
don't throw your hands, oh no
don't throw your hands
if you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone

if you're on your own in this life
the days and nights are long
when you think you've had too much
of this life, to hang on

well everybody hurts,
sometimes, everybody cries,
and everybody hurts ...
sometimes
but everybody hurts sometimes
so hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on, hold on, hold on

everybody hurts
you're not alone
(R.E.M., Automatic For The People, 1992)